terça-feira, maio 30, 2006

Tiras pré-fabricadas

Por Paulo Guedes

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Descoberta do próprio Paulo Guedes: Strip Generator


postado pelo Doda Vilhena. às 14:30 | link | 4 comentários



segunda-feira, dezembro 26, 2005

E daí?

Na penúltima edição do ano a revista Veja trouxe como tema de sua principal reportagem a bissexualidade no Brasil. Na chamada de capa estava a cantora Ana Carolina e a frase "Sou bi, e daí?". A pergunta é a mesma que sempre faço em assuntos como esse, mas na matéria ela está num contexto diferente. Algo como mostrar a todos como sou.

Não tenho a menor curiosidade para saber a sexualidade das pessoas. Pra mim só interessa a minha e sempre acho um saco quando alguém tenta se afirmar. Seja o dito machão que gosta de dizer que pegou várias vagabundas, a sapatinha cult ou o carinha que acha que ser gay é a representação da modernidade. Pra mim são todos iguais. Não importa por onde se satisfaçam.

Acho (sou cheio de achismos) que há uma valorização muito grande sobre gays e bissexuais, talvez uma forma de tentar compensar o preconceito sofrido. Bobagem. Quem sofreu por isso nem vive mais hoje em dia. Podem afirmar que no interior ainda há muita resistência quanto a isso, mas, porra, no interior ainda há resistência a homem de brinco e mulher de saia curta.

Hetero, homo ou bi é tudo a mesma coisa. Tirando o método, todos querem o mesmo. Táticas, anseios, comportamento, são muito parecidos. Com quem o cara se casa ou com quem a menina vai pra cama não desabona ou aumenta em nada o que é uma pessoa.

Queria ver uma capa de revista com alguém dizendo "Sou mala sim", "Sou corrupto sim" ou "Eu peido em elevadores". O perigo da revista de duas semanas atrás é dar um empurrão na carreira da Ana Carolina, que antes de assumir o óbvio estava fadada à meia dúzia de ouvintes. Agora nós corremos o risco dela fazer sucesso.

Caso isso aconteça já posso até ver as próximas capas: "Chorão: Não sei cantar, e daí?", "Ronaldinho Gaúcho: Não sou bonito, e daí?", "Marcelo Camelo: Sou chato, e daí?", "Tati Quebra-Barraco: Sou baranga, e daí?", "Kelly Slater: Sou multi-campeão de surf e tô pegando a Gisele Bündchen, e daí?".


postado pelo Tylon Maués às 12:07 | link | 11 comentários



quinta-feira, dezembro 22, 2005

Delegado Maria Bethânia dá lição de moral em jogador argentino

Aeroporto Irmãos Wright (RJ) — De volta das merecidíssimas férias de quatro meses, muito bem curtidas no litoral de paraísos fiscais e em cassinos americanos, o delegado Maria Bethânia, o Betão, mostra que está mais ativo do que nunca em sua incansável caçada aos criminosos. Passados apenas vinte dias do retorno ao batente, Betão já encontrou serviço. Ao lado de Jussara, seu fuzil AR-15 que bate um bolão, o delegado se deslocou para o Rio de Janeiro para investigar a denúncia anônima de que um argentino estaria no Brasil.

“Pode ser em São Paulo, em Mossoró, na p... que o pariu. Onde tem argentino é só me ligar que eu vou atrás”, avisa o delegado. “Mas é claro que eu preferia que fosse no Rio, porque lá eu posso levar a Jussara pra conhecer umas amiguinhas”, brinca o delegado, que está sendo investigado por seus colegas cariocas da Polícia Federal por envolvimento com o tráfico.

Ao desembarcar na capital da bala perdida, o delegado Maria Bethânia, o Betão, imediatamente foi levado a um campo de futebol, onde um grupo de jogadores aposentados improvisava uma pelada com a participação de Maradona, o jogador mais desintoxicado do futebol argentino. Disfarçado de torcedor fanático, Betão aguardou o fim da partida para surpreender Maradona e detê-lo. A estratégia falhou, contudo, porque a torcida organizada “Fúria Sanguinária” confundiu Betão com um bandeirinha e o delegado escapou do linchamento por muito pouco. “Foi uma cagada, precisei dar uns tiros pra cima”, lembra. O incidente causou um pequeno tumulto numa favela próxima ao local. Líderes do tráfico acreditaram que os tiros eram o aviso de que a polícia estava subindo o morro e iniciaram um breve tiroteio que durou seis horas.

Torcedores se impressionam com Maradona
Messias Jardan, que nunca gostou de futebol, fez o
clicaço da torcida organizada Chico Anísio Soccer
Show, admirada com o “crack” argentino
Ágil e experiente, Maria Bethânia, o Betão, aproveitou o tumulto para tomar um táxi e dirigir-se ao Aeroporto Internacional Tom Jobim — local onde, mais tarde, esmurrou e algemou Maradona. A ação violenta causou protestos do argentino, que revidou promovendo um quebra-quebra na sala de espera do aeroporto. “O moleque era arisco”, comenta o delegado. Com a ajuda de outros policiais, Maradona finalmente foi detido por desacato e conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Orgulhoso, Betão avisa que não irá tolerar mais atitudes como a de Maradona. “É sempre um prazer combater o crime. Mas nada é melhor do que combater os argentinos”, sentencia Betão.


postado pelo Paulo às 16:38 | link | 3 comentários



terça-feira, dezembro 20, 2005

Coisas interessantes para você fazer enquanto o Ressaca está paradão

Ressaca Moral está em marcha lenta aguardando uma definição de onde diabos ficará hospedado em 2006. Alguns dos maiores portais da Internet fizeram propostas tentadoras ao blog, mas até agora não houve definição.

Nos bastidores corre a informação de que a disputa pelo Ressaca acontece entre o MOL (Mossoró On-Line, a maior porteira de Mossoró), o AstambWeb (portal da Associação dos Taxistas da Mariz e Barros) e a Avermes.

Enquanto a decisão não ocorre, confira aqui algumas atividades interessantes que você pode fazer até o Ressaca voltar com sua força total:

- Observar Sacis

- Viver de Luz

- Acreditar em Dragões

- Mandar scraps idiotas pelo Orkut

- Entrar na comunidade Ressaca Moral

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A poderosa ASTAMB é uma das grandes corporações que disputam o passe do Ressaca Moral para 2006. O clique bandeira 2 e cheio dos tric-tric é dele, Messias Jardan.



postado pelo Doda Vilhena. às 11:04 | link | 4 comentários



sábado, dezembro 03, 2005

Colaborador do Ressaca Moral dá golpe do baú e se casa hoje em São Paulo

São Paulo (Daslu) - Depois de fugir de Adis Abeba para o Brasil após o seu envolvimento no tráfico de anões do Magrebe, o publicitário e homem da moda Eduardo "Doda" Miranda de Vilhena, se deu bem ao cair nas graças da multimilionária grega Athina Onassis. De acordo com uma notícia publicada hoje na Folha Online o casamento acontece as 19:30 no bairro do Morumbi. Segundo fontes que não quiseram se identificar, o regabofe custou, por baixo, cerca de três bilhões de dólares, dois quais dois bilhões foram gastos apenas em pupunha caramelada e canapés de charque ponta de agulha, uma exigência do noivo. Entre os presentes, Athina já confirmou a presença de várias celebridades. Entre elas, o empresário Zorba - O Grego, o rei das cuecas slip, e seu avó Aristóteles, o mais velho filósofo da História, com mais de três mil anos de idade. Procurado por nossa reportagem, Wilson Cremonese, diretor do Departamento de Uniões Civis e Mutretas Financeiras do Ressaca Moral (Depucimufina), a expectativa entre os diretores da empresa é grande. "Desde que saímos do Gardenal e voltamos para o Blogspot estamos mal das pernas. Se este menino se der bem pode ser que sobre algum pra gente. Eu mesmo já comprei uma penteadeira, uma cama box e um terno de linho branco por conta. Depois desse casório a Hidrovácuo S/A irá renascer das cinzas. Só espero que ele não fique mascarado e suma daqui do setor", declarou Cremonse antes de se atrapalhar com a sua bota ortopédica e cair no chão.




Felizes da vida, Doda e Athina fazem as suas primeiras estripulias antes de virarem marido e mulher. Messias Jardan, que não perde uma cena do núcleo grego de Belíssima, é o autor do mediterrâneo click


postado pelo Vladimir Cunha às 13:59 | link | 9 comentários



quinta-feira, dezembro 01, 2005

Mais farsas

Outro mito do mundo contemporâneo é o esdrúxulo animal conhecido como Ornitorrinco. Você já viu ou conhece alguém que tenha visto um exemplar desta espécie? Fora a TV e os livros, onde mais você encontra um Ornitorrinco? A bizarra mistura de pato com pingüim nada mais é do que uma invenção do neozelândes Kent Ritz Carlton (1878-1886). Carlton, que residia em uma fazenda, desde muito cedo conviveu com patos e galinhas e um dia fez um rabisco do que seria um animal híbrido entre as duas espécies. Em 1920, o americano Walt Disney comprou o desenho de Carlton em um bazar de Hong Kong e baseado nele criou o Ornitorrinco Donald que foi um fracasso de público. Disney reformulou o personagem tirando as características de galinha e deixando-o mais parecido com um pingüim. Quando o personagem parecia destinado ao sucesso, um ajudante de Disney, Minister L. Strike, neozeladês de nascimento, fugiu com o projeto de volta para a Nova Zelândia, onde lançou o Ornitorrinco comercialmente. Até hoje a família de Strike ganha direitos sobre as falsas imagens de Ornitorrincos divulgadas pelas TVs em programas sobre bichos estranhos. Algumas são facilmente identificadas como farsas, como os documentários japoneses da década de 70 sobre o bicho, onde percebe-se claramente que os Ornitorrincos são bonecos de massa.


postado pelo Doda Vilhena. às 09:59 | link | 8 comentários



quarta-feira, novembro 30, 2005

Campeonato dos Santos: Parte I

No começo do ano um editor do jornal onde trabalho me avisou que teria que participar de uma coluna de humor no caderno de Esporte. Os textos teriam sempre que remeter ao futebol. Teria que escrever a crônica central a cada quinzena. Procurei lembrar das histórias que meu pai e meus tios contavam. Essa foi a primeira, acho. Ela lembra um episódio do filme Boleiros, de Hugo Giorgette, mas juro que já havia ouvido bem antes.

Final do campeonato da Costa Maratauíra de 77. O campo do sítio* da Boca do Pai Pedro tinha gente de todos os outros sítios das redondezas. A decisão trazia os dois melhores times do "campeonato dos santos", como ficou conhecida a competição. Santa Rita de Cássia e São Benedito se enfrentariam pelo título, um troféu, medalhas, duas caixas de cachaça e um capado para servir de churrasco. Festa total.

Para comandar a partida, cercada de muita rivalidade e, em casos extremos, violência que envergonhariam os santos que denominam os times, chamaram o melhor árbitro da região. Calafate de profissão, Hyginésio Brabo tinha no sobrenome a melhor definição. Rigoroso e grosso como açaí de R$ 10,00 ** ou papel de embrulhar prego, com ele não tinha conversa. Aliás, ninguém queria papo com ele.

Antes do apito inicial ele chamou os dois times no círculo central. Mostrou o cartão amarelo e rasgou-o na frente de todos. Avisou que se metesse a mão no bolso seria para puxar o vermelho. Os 22 atletas engoliram em seco.

E o jogo transcorreu de uma forma que parecia um embate entre lordes e monges. Ninguém se tocava. Não havia choque. Até nos chutões os jogadores moderavam. Quando soava o apito a galera tremia. A torcida nem se pronunciava. Até o vendedor de picolé anunciava o produto em um tom mais baixo.

Zero a zero. O jogo tava horrível. Foi então que aos 44 do segundo tempo o center-four do Santa Rita, Campurita, invadiu a área e tropeçou em um dos inúmeros tocos do campo. Pênalti marcou o brabo Brabo. O capitão do São Benedito esboçou uma reclamação, nem chegou a abrir a boca e foi expulso. Por causa da má-criação o árbitro considerou o lance mais grave e marcou duas penalidades. Uma atrás da outra. Estarrecimento geral. Silêncio maior ainda.

Quem se preparou para cobrar foi o zagueiro Pedro Noca, famoso por ter um canhão no pé direito. Ele correu e ao chutar fez jus à fama, mandou a bola no furo Caiçara, a dois quilômetros dali. Volta para cobrar a segunda. Nisso o árbitro ficou receoso. O que ninguém sabia é que ele estava no bolso. Pela vitória os dirigentes do Santa Rita ofereceram uma montaria*** nova em folha.

O zagueirão correu de novo e mais uma vez isolou a bola. Mal a torcida comemorava e o juiz mandou voltar a cobrança porque invadiram a área. Aí teve reclamação e mais dois foram pro chuveiro. Pedro Noca bateu de novo e voltou a errar. "Príííí", volta o pênalti mandou o árbitro, pelo mesmo motivo anterior.

Quando o Pedro Noca ajeitou a bola para chutar de novo o Brabo meteu a mão no bolso e puxou o cartão vermelho. "Tu não! Pode sair! Tá expulso! Arranja um melhor".

* Sítio no interior do Pará é a denominação das comunidades nas beiras dos rios.
** No Pará o açaí é um complemento de uma alimentação, não um lanche pra se fazer ginástica (eu hein). Geralmente é vendido como médio ou grosso, de acordo com sua espessura. Nem precisa falar que o grosso é o mais caro.
*** Montaria são canoas individuais.


postado pelo Tylon Maués às 15:59 | link | 3 comentários



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